Espaço Reiki Cleia

Reiki - Tarot - Espiritualidade

O que é o Reiki?

Reiki é uma palavra japonesa que pode ser traduzida por Energia do Universo. É um sistema de tratamento bastante simples que consiste na colocação das mãos por cima ou directamente sobre uma pessoa (que se mantém vestida e retira apenas os sapatos), com a intenção de equilibrar as energias existentes no seu corpo.

O Reiki trata aos níveis físico e mental, e desenvolve a

capacidade natural do corpo para se tratar a si mesmo. O Reiki é uma forma de tratamento diferente de todas as outras, aliviando e curando diferentes problemas de forma muito suave.

Reiki é um método de cura natural pelas mãos.

Reiki pode ser definido como a Arte da aplicação da Energia Universal da Vida, para promover o completo equílibrio energético, para prevenção das disfunções e para possibilitar as condições necessárias a um completo BEM ESTAR.

Esta energia actua em todos os níveis do nosso ser.

A nível físico, alimenta e revitaliza cada célula e cada orgão do nosso corpo, ajudando a curar e a prevenir muitas doenças.

A nível emocional e mental, elimina sentimentos e pensamentos negativos limitadores, que funcionam muitas vezes como bloqueios para um livre fluxo da energia vital.

Reiki é vida, é energia, é cura, é compreensão, é sabedoria. Reiki é tudo o que sabemos que somos mas não temos força para o ser e viver. O Reiki dá-nos essa força e ensina-nos a dá-la aos outros.

O Reiki não destrói células nem nervos, é absolutamente inofensivo e por isso é um tratamento prático e seguro. Por ser uma vibração Universal, este tratamento beneficia todos os seres vivos: aves, animais, plantas, assim como todos os seres humanos, sendo jovens e idosos, pobres ou ricos. O Reiki é uma técnica de cura energética. A cura energética remove os sintomas da mente – tristeza, angústia, depressão, stress, ansiedade, etc. – que causam desordens a nível físico – falta de energia, cansaço, dores, etc. O Reiki traz harmonia ao lado energético, curando verdadeiramente a mente e o corpo, e proporcionando também mudanças a nível emocional.

Entrar no mundo do Reiki, é começar a viver uma aventura apaixonante de constantes auto-descobertas, sensações, sentimentos, mudanças positivas, uma conquista do bem estar.

O Reiki está aprovado pela Organização Mundial de Saúde como Terapia Alternativa.

A Energia Ki é um tipo de energia de vida que o corpo de qualquer ser vivo produz, estando o seu estado de saúde dependente do maior ou menor grau de harmonia e fluidez dessa energia.

Estados de desarmonia física, mental, ou emocional levam a que a passagem da Energia Ki seja obstruída em determinados locais do nosso corpo, e então, os reflexos a nível físico dão-se sob a forma daquilo que normalmente designamos de doenças. Quando a Energia Ki deixa o organismo, a vida cessa.


 

O equílibrio da nossa Energia Ki é assim essencial para que o organismo tenha um funcionamento perfeito pois está constantemente a ser desequilibrado com angústias, depressões, pensamentos e atitudes negativas, alimentação incorrecta, preocupações excessivas, falta de autoconfiança, de amor próprio, entre muitos outros factores.

A nossa Energia Ki desgastada pode então ser harmonizada através da energia Rei, através do REIKI, promovendo o equilibrio, o aperfeiçoamento e a melhoria da qualidade de vida em todos os níveis.

Princípios do Reiki

 

 Os princípios do Reiki são, por si só, um poderosíssimo sistema de cura e sem a sua prática, privamo-nos de grande parte do benefício que o Reiki nos pode oferecer. Tenho constatado que as pessoas têm uma ideia geral que o Reiki é apenas uma terapia, em que consultamos alguém que nos coloca as mãos sobre o corpo para curar algum problema.

Mas não é bem assim. Reiki é um sistema de cura, completo por si só, no entanto, pode trabalhar em conjunto com outras terapias. Reiki não é uma religião, pois é mais antigo que todas as religiões.

Se o tivesse de catalogar de alguma forma, diria que o Reiki é uma filosofia de vida. O Reiki é no fundo uma forma de estar e passa por mais do que a simples imposição das mãos. Reiki é, como o seu nome diz, energia universal. Energia essa que pode ser aproveitada da melhor forma ou não, conscientemente ou não.

Parace-me que vale bem a pena para um pouco, e meditar sobre estes princípios tão simples e, ao mesmo tempo, tão profundos.

O verdadeiro Reikiano será aquele que aplica estes princípios no seu dia-a-dia, crendo no fluir da energia universal e aplicando-a em tudo o que faz.

Acha que é assim tão difícil fazê-lo? Já o experimentou? Experimente. Falo por mim também. Por vezes é difícil lidar com as energias que chegam até nós, mas há que aprender a transforma-las e usa-las da melhor forma. Não podemos esperar que os outros o façam por nós. Nós somos os co-criadores da nossa vida, está na hora de assumir essa responsabilidade.


  

O Primeiro Princípio

“Só por hoje, eu não me preocupo”

 

O Primeiro Principio, lembra-nos que devemos deixar de nos preocupar. As preocupações trazem consigo o medo e bloqueiam as emoções e a esperança. Ajuda mais pensar no que se pode fazer, do que o que não é possível fazer. Se cada um de nós se libertar pelo menos de algumas das suas preocupações, os nossos corpos produzem um aumento de adrenalina, que produz a energia necessária a todos os nossos actos da vida. No entanto, o nosso actual modo de vida faz-nos sentir necessidade de utilizar essa energia, que acaba por fazer mais mal do que bem aos nossos corpos. As consequências a curto prazo das preocupações e ansiedade passam por falta de ar, dores de cabeça e nas costas, stress crónico, fadiga, problemas digestivos e artérias bloqueadas.

Por isso veja a quantidade de problemas que pode evitar só por não se preocupar ou estar ansioso. “Preocupar-se é esquecer que há um propósito divino universal em tudo o que acontece”, foi o que aprendi e continuo a aprender. Não adianta lamentarmos o que passou ou nos preocuparmos com o que poderá vir. O passado foi criado conforme o que disponhamos então e o futuro criamo-lo neste momento. E a cada passo dado com amor, benevolência e pureza de atitudes e pensamentos, só poderemos criar um futuro melhor. Tudo o que chega até nós e onde nós chegamos, traz-nos algo de útil para a nossa caminhada.

 

 

 

O Segundo Princípio

“Só por hoje, eu não me irrito”

 

O segundo princípio, incita-nos a libertar o sentimento de raiva, que é para muitos, o mais difícil dos cinco princípios. Quase todos nós reconhecemos que o sentimento de raiva é negativo, que nos destrói e nos deixa exaustos, além de ser um sintoma de falta de auto-controlo. Assim sendo, faz sentido aprender a controlar essa raiva e a negociar soluções sensatas para os conflitos. Um sentimento de raiva perante as injustiças do mundo pode parecer aceitável, mas uma vez que devemos ter presente que no fundo, a muito pouco conduzirá. Seria mais útil tentar emendar o que está mal através de uma acção, de um diálogo construtivo. A irritação e a raiva desarmonizam e criam doenças no corpo. Seria de grande sabedoria aprendermos a transformar estas energias, lidando construtivamente com elas.

 

O Terceiro Princípio

“Só por hoje, eu serei bondoso para com o meu próximo, e para com todos os seres vivos”

 

O Terceiro Princípio consiste em aprender a honrar os pais, os mais velhos e os nossos professores. Os nossos pais deram-nos a vida, pelo que sem eles nós não estaríamos neste mundo, física, mental ou emocionalmente.

O Terceiro Princípio incentiva-nos a aprender com os nossos pais, e com os mais velhos em geral, respeitando a sua sabedoria. Com eles podemos aprender não só a desenvolver as qualidades que apreciamos e respeitamos neles, como também a modificar as características de que gostemos menos. Mostrar amor e respeito por todos os seres é amar e respeitar a nós mesmos. Somos todos um só. Somos todos parte da mesma energia. Porquê maltratarmo-nos? Porquê atrair vibrações mais baixas sendo mesquinhos e julgando os outros? Respeitemos o próximo, respeitemos a nossa própria condição. O uso deste princípio na nossa vida trará indubitavelmente a harmonia até nós. Será a própria criação.

Em relação a todos os seres vivos, este princípio consiste em respeitar a Natureza, na qual inclui-se todos os seres vivos.

 

 

 

O Quarto Princípio

“Só por hoje, eu trabalharei honestamente”

  

O Quarto Princípio do Reiki defende que se ganhe a vida honestamente, sem que prejudique quem quer que seja. Outra componente deste Princípio é respeitar todos os que vivem a sua vida de forma honesta, e conscienciosa. O enfermeiro, o professor, o polícia, todos merecem o nosso respeito. Se trabalharmos, assim como tudo o resto, honestamente e com consciência, estaremos antes de mais a aumentar o nosso amor próprio. Sentimo-nos bem com a vida e o que nos rodeia, o que irradiará harmonia na nossa vida. É importante que tomemos consciência do contributo que damos através do nosso trabalho, por mais insignificante que nos possa parecer. Só o simples facto de, no início ou no final do dia, reconhecemos o esforço que fizemos para que o nosso trabalho saia bem feito, pode ajudar a aumentar o respeito que devemos sentir por nós mesmos. 

 

 

O Quinto Princípio

“Só por hoje, eu agradeço pelas minhas várias bênçãos”

O Quinto Princípio diz que o agradecimento daquilo que recebemos, faz parte de um crescimento mental e espiritual, que nos ajudará a aceitar de uma forma mais tranquila, as dádivas e provas da vida. Quando tomamos a atitude da gratidão, sentindo-nos agradecidos por tudo o que recebemos e aquilo que confiamos nos ser fornecido a todo o momento, atrai a abundância porque a aceitamos como parte integrante da nossa vida e de tudo o que nos envolve. Desta forma iremos adquirir uma postura mais positiva na nossa vida perante as dificuldades diárias pois iremos compreender que essas mesmas dificuldades fazem parte de uma aprendizagem que devemos ter sobre a vida, e agradecer também que possamos aprender com essa experiência. Existe também quem pense se no nosso inconsciente acreditamos que não merecemos os bens e a riqueza, estaremos a bloquear o fluxo da abundância.


História do Reiki

 

 

 A história tradicional começa nos anos 1800, porém o conhecimento desta energia já era antigo por ser uma energia universal.

Mikao Usui, director da Universidade de Doshisha em Kioto, Japão, sendo também Ministro Cristão, foi um dia questionado por um dos seus alunos sobre o método de cura usado por Jesus e Buda, e não sabendo o que responder Mikao Usui inicia a sua pesquisa que durou aproximadamente 10 anos, aprendendo assim sobre a tal energia que ele chamou de Reiki.

A redescoberta do REIKI começou com Mikao Usui, pesquisando junto ao Cristianismo. As autoridades cristãs falaram-lhe que esse tipo de cura não era conhecido, então Usui procurou informações no Budismo. Os monges budistas disseram-lhe que o antigo método de cura tinha sido perdido e que a única forma de descobri-lo seria pesquisar os ensinamentos budistas.

Mikao continuou pesquisando, empreendendo longas viagens ao Japão, indo a diversos mosteiros. E para ler os textos originais budistas aprendeu chinês e sânscrito, e através destes textos de ritos tibetanos, descobriu fórmulas para captar uma energia poderosíssima, que poderia levar a um ilimitado poder de cura. Mas, somente a fórmula sem o devido conhecimento de activação não lhe dava a habilidade de curar e tentando achar soluções e pensando em praticar a fórmula recém descoberta, Mikao Usui viajou ao Monte Kurama, no Japão, onde se recolheu em jejum por 21 dias. Usui manteve-se em meditação e no vigésimo primeiro acordou numa manhã escura e rezou antes de jogar a última pedra das 21 que havia levado para o alto da Montanha, e na sua oração pediu confirmação sobre a sua descoberta e na forma como usá-la, e então uma luz apareceu de Este e ao olhar esta luz sentiu uma consciência profunda em comunicação com o seu EU e deixando-se invadir por esta consciência colocou-se disponível, física e espiritualmente para o contacto.

Projectou-se então, para fora do seu corpo e pode ver muitas luzes, em forma de bolhas coloridas, contendo no seu interior símbolos sagrados. E ao contemplar cada símbolo Mikao recebeu a sua iniciação e o conhecimento de como activar tal poder noutras pessoas e como usá-lo.

Mesmo após o prolongado jejum, Usui sentiu-se cheio de energia e vitalidade, e deu ínicio ao regresso, descendo a montanha em direcção ao mosteiro de onde tinha partido, no caminho magoou-se numa pedra tendo ferido um dedo do pé e arrancado a unha. Lembrou-se da sua nova ferramenta e colocou a mão sobre a ferida. Ao fim de poucos minutos o dedo parou de sangrar e a dor passou, pelo que podia continuar a viagem – Foi o primeiro milagre Reiki.

Quando chegou ao sopé da montanha pediu uma refeição no albergue que ali se encontrava, e observando a neta do estalajadeiro, verificou que esta se encontrava com a cara inchada, vermelha e com sinais vísiveis de sofrimento. Mikao Usui ofereceu-se para ajudar, colocando-lhe a mão na área infectada, a qual ao fim de algum tempo a dor e o inchaço diminuíram. Quando chegou ao mosteiro encontrou um abade seu amigo a sofrer de um ataque de artrite que o mantinha na cama. Enquanto lhe contava entusiasticamente as novidades, colocou as mãos sobre a parte do corpo infectada, e as dores desapareceram. E a estes muitos outros milagres se seguiram.

Mikao Usui tornou-se um peregrino pelo Japão, levando o Reiki, onde conhece Chujiro Hayashi, médico aposentado da marinha, que após ter sido iniciado no Reiki monta uma Clínica em Tóquio. Em 1930 Mikao Usui morre, porém antes em 1925, já havia iniciado como Mestre e sucessor Chujiro Hayashi.

Em 1939 Chujiro Hayashi com a aproximação da guerra sentiu necessidade de iniciar Mestres e escolhe Hawayo Takata como sua sucessora. Takata trabalha intensamente o Reiki no Hawaii, Japão e EUA. Ela formou 22 Mestres entre homens e mulheres. O ocidente veio a conhecer o Reiki em meados de 1970. E o Brasil somente em 1982.